












Sábado de manhã resolvi organizar um armário que tenho na sala. Guardava muitas revistas antigas que uso para pesquisa de cores, tons e inspirações e quando a gente chega ao momento de não lembrar bem o que tem guardado, é hora de faxina geral!
Folheando cada uma das revistas, retirei as páginas que me interessavam por alguma razão e o restante doei pro pessoal do ‘reciclado’. Foi muito interessante perceber que o comportamento da moda e de tudo que esteja relacionado a ela também tem seguido Lavoisier: Na natureza nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma.
Nos tempos de vacas gordas, o consumo era absurdo e, praticamente, descartável. A coleção de um estilista ou designer era lançada e, certamente, seria brega ou cafona seis meses depois. Hoje, o cenário mundial é outro.
Enquanto folheava aquelas revistas, me surpreendi (com justificativa). Tenho revistas realmente antigas, seriam velhas mesmo. As mais “jovenzinhas”, de uns 3, 4 anos atrás, não fosse o papel com menos brilho, se confundiriam facilmente com as atuais, da pilha ao lado.
É claro que há impérios vindo por água abaixo e nem entro aqui no mérito de discutir preço de roupa cara ou barata, mas eu vejo um grande repeteco de uma lista must have para o verão 2010 igualzinho aos must have de 2, 3, 4 anos! Eu achei sensacional.
Falar de verão no Brasil e dizer que o branco vem com força total, é tão pleonasmo quanto dizer ‘abismo sem fundo’ ou ‘ver com os próprios olhos’. Falar de cores flúor como o laranja ou o verde para um país como o nosso, idem – aliás, para quem tem mais de 7 anos, lembrará do termo neón ao invés de flúor. Estampas geométricas e étnicas já eram vendidas tanto por grandes grifes quanto por lojas de departamento há 3 anos. Tenho uma bata-vestido da Luigi exatamente assim...
Enfim, respondendo às amigas que me pedem consultoria de estilo, o que prevalece no final das contas (literalmente) é uma expressão só: bom-senso. Escolham coisas que vistam vocês, não que vocês as vistam. Escolham peças que traduzam quem vocês são e não o que a aparência gostaria de ser. O brega nada mais é do que um estilo mal aplicado: não casa, não veste, não combina e não diz a quê você veio naquele momento.
Se quiser comprar pecinhas que remetam à estação, escolha peças mais acessíveis, que não comprometam os orçamentos e invista naquelas que você poderá usar bastante e que sejam atemporais.
Recado dado, Lalá. Poderoso você, viu, Fofo?
Colar Gaia I em couro, metais e Opala
Colar Gaia Turquesa I

O ritmo está frenético (ainda bem) e hoje passo para compartilhar com vocês duas infos:
Subi o blog de Comunicação Corporativa. Se der, passa lá que eu ficarei imensamente feliz. Por conta disso, as criações estão em ritmo de pausa, mas não parei não! As comprinhas continuam.
http://criscardoso.wordpress.com/
Fiquei sabendo hoje que o RJ foi eleito que o Rio de Janeiro lidera a lista das dez cidades consideradas como as mais felizes do mundo,segundo a Revista Forbes.. Fiquei super feliz! TÔ indo passar o feriadinho por lá e apertar bastante a minha Bia!
Beijo pra vcs e até a volta.

Escolhi esta imagem como ilustração de um texto que já nasceu faz tempo na minha cabeça, mas que só tomou ‘corpo’ ontem, na minha caminhada diária. Eu analiso todos os emails que me mandam, observo os pontos de vista, adiciono às minhas pesquisas de mercado, consolido informações, gostos e um assunto que sempre vai e volta é a confusão que a mulherada faz quando escolhe o que comprar, seja por culpa dos excessos, da opinião do bofe, da indecisão que faz parte do universo do ser.
Há quem ache fútil falar de moda, ou nos casos mais graves, inútil. De um outro lado, muitas mulheres sentem culpa em falar de moda. Difícil porque se deparam sempre com aquele dilema: abrem o armário e fazem cara de 'ué' porque não sabem o que vestir.
Sobre a ala masculina, dá até pra entender. Vestir um homem é menos complexo e faz parte da cultura masculina o “less is more”. Acho um charme o “less is more”, a camiseta branca, o jeans novinho mas que tem cara de velho. E, acima de tudo, amo homem que não faz a menor questão de disputar espelho comigo. Não pode, né!
Já quanto às mulheres... Eu tenho uma teoria que sigo à risca e concordo plenamente. Mulher tem ou quer vários de tudo mesmo que o tudo seja de ‘alguma coisa’. Por que? Porque mulher muda mesmo. Muda toda hora, é nossa natureza e eu acho uma delícia ser assim.
Um dia, estamos inteiras em nossas vidas e, cinco meses depois, dividimos nosso corpo dando vida a um outro ser. Mais cinco meses depois, apresentamos este ser ao mundo. Voltamos a emagrecer, ou engordamos. Ontem queríamos nosso cabelo curto. Cortamos. Hoje, olhamos para ele e nos imaginamos daqui a dois meses e o corte que teremos, ou a cor que trocaremos. Somos assim. E qual é o problema? Não há problema.
Tudo começa a ficar muito mais simples quando a gente se aceita, aceita que não é preciso ser igual a ninguém, aceita que o armário está cheio, mas para de se culpar porque não tem vontade de vestir o que está nele.
Vamos pensar: o armário está cheio de que? Das coisas que há dois meses, eram SUPER necessárias para serem compradas. Portanto, a insatisfação será eterna a não ser que você se harmonize com a metamorfose ambulante. E constante. Há dois meses, você p-r-e-c-i-s-a-v-a muito de uma coisa. Comprou. E é exatamente para ela que você olha hoje, quando abre a porta, e continua com a mesma frase de antes da aquisição: “não tenho nada para usar nesta ocasião!”.
Por essas e outras, resolvi investir mesmo em acessórios. Cada peça que crio leva com ela uma alegria imensa que eu sinto por vê-la pronta e saber que fará diferença no look de alguém. Quando você prova um colar, fala comigo, se olha no espelho, eu vibro. Vibro da mesma forma quando um amigo dedica cinco ou dez minutos do tempo dele e escolhe alguma coisa para a namorada, para a mãe ou a irmã. É o momento em que se pensa no carinho ao outro ou em si. É por isso também que adoro misturar tantos elementos, quebrar o óbvio do metal com fitas, couro, como tenho feito nas peças mais recentes. Inspiração de tudo. Abri os olhos, estou associando idéias. Durmo, sonho com as formas e as cores. E assim eu também ando na minha metamorfose.
Acessórios deixaram de ser itens fúteis. Hoje, os vejo como investimento e um grande aliado pela transformação daquele vestido basiquinho, que quase anda sozinho de tanto que uso mas que sempre renova meu astral conforme vario a pulseira, a bolsa, os brincos ou os colares. Portanto, contem com a minha marca e lembre-se dela quando a crise do “ué” tentar entrar na sua cabeça. Não tem “ué”. Tem “já sei, vou dar um jeitinho”.
Para concluir esse momento ‘abre coração’, vou contar pra você que as peças mais escolhidas pelos homens às suas digníssimas foram as mais delicadas, de organza, tanto colares quanto brincos. Achei o máximo. Das meninas, sai um pouco de tudo mas dá pra entender, não é mesmo?
E fecho o post com uma frase que amei: “A confusão é aquele estado maravilhoso que antecede a clareza”.
See you.
Beijo.
Imagem: blog Deu a louca no armário